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COMO SE FAZ UMA PESSOA:
O título deste trabalho é este mesmo! Não tenha medo! É somente no começo. Depois você vai gostar, porque o objetivo é exatamente o contrário. Comece! Acontece que nós temos na cabeça dois movimentos, um para pensar bem e o outro para pensar negativamente. Como a cabeça é minha, o bem e o mal que eu identifico lá dentro são meus também; pura verdade, são mesmo meus. Exemplo: se você tem medo de viajar de avião, quando você vai viajar, não esqueça, então, de registrar no Check-in uma malinha com a declaração “MEDO”. A cabeça não é uma jaula para carregar sempre junto, atoamente, um baita leão chamado MEDO. Aquele baita leão é apenas uma baita imaginação negativa sua a quem você dá o direito de tirar sua liberdade de lindas viagens. Talvez seja este também o caso do medo de nossa própria sepultura, cheia de leõezinhos.
COMO UMA PESSOSA FICA MISSIONÁRIA:
Vamos ver, então, dois sentidos da sepultura que todos nós podemos ter dentro da cabeça. Todos podemos defini-la como sendo uma abertura na terra. Os exemplos são muitos: para alicerces sustentarem uma casa; para uma ponte aguentar uma passagem; para uma estrada encurtar as distâncias; para desviar águas; para plantações etc. Quem duvida que estas aberturas todas não trazem para todos nós segurança, durabilidade, certeza, alegria, vida melhor? Tenho certeza que a mesma pessoa que leva junto um leão no avião, necessariamente não vai dizer que tem medo, também, do leão numa ponte. A sepultura será, realmente, uma abertura feia, na terra, exatamente porque a gente jogou nesta abertura coisas mortas, como: a tristeza, o medo, a solidão, a mentira, os vícios, tudo quanto não constrói, não educa nossa pessoa humanamente. Pois nós bem sabemos que o crescimento requer mudanças. Vejamos agora o outro lado, trocando o nome de SEPULTURA para COVA. Também é uma abertura na terra. Todavia, é uma sepultura para depositar sementes, por exemplo: sonhos, esperança, saudades, visitas, viagens, casamentos e família, que logo, logo vai mostrar belas frutas, bela juventude, realidades novas e um mundo melhor.
O PRIMEIRO MISSIONÁRIO FAZ O SEGUNDO:
Eis que, um dia, trouxeram para Ele uma adúltera que teria trocado o sentido de uma COVA por aquele de uma SEPULTURA. Aqueles homens disseram: “De acordo com a nossa Lei, ela não pode mais ficar aqui no meio da gente, nem fora dos muros com os leprosos; o lugar próprio para ela é numa sepultura, morta. Já temos tudo pronto, basta o Senhor assinar embaixo”. Ele entendeu tudo muito bem. Eles eram como engenheiros de sepulturas para os outros, porque se julgavam senhores da Lei e analfabetos da JUSTIÇA. Ele largou o verbo: “Se vocês acham que, por acaso, vivem dentro de uma cova, assinem aqui comigo”. E ninguém teve coragem. Sumiram todos para dentro daquela sepultura que eles mesmos cavaram, do puro legalismo, a fim de garantir seu próprio status social-religioso, enquanto que aquela Maria partiu dali, anunciando que Aquele amigo desconhecido era JESUS de verdade. Assim, ela experimentou a libertação da condenação deles por Jesus; ninguém espera isto; exatamente ali, no fim e no começo de tudo: a morte e a vida juntinhas na mesma sepultura. Foi tudo como se ela tivesse nascido de novo. UM ESPETÁCULO FINAL DA VIDA!
UMA GRANDE MISSIONÁRIA PERMANENTE:
A nossa Diocese, com sede em Rio do Sul, quer entrar em Missão em todas as suas Paróquias. Por que? Porque ela percebeu que a maior parte dos paroquianos que ela mesma batizou e crismou, deu a Primeira Eucaristia e de quem ela celebrou o Matrimônio, não levou a sério as renúncias e promessas diante do Altar; talvez uma tentativa de enganar a Deus solenemente, com muita festa. Agora, depois de tudo isto acontecido, a Diocese volta atrás e convida, humildemente, a todos os fiéis das paróquias, a juntar todas as forças da Fé para retomar o caminho de Jesus, ler a palavra de Deus, observar os Mandamentos de Deus, cumprir os cinco Mandamentos da Igreja, frequentar os sete Sacramentos, respeitar a FAMÍLIA, ajudar o próximo e apoiar nossos governantes. Até poucos anos atrás, os bispos e os párocos convidavam os capuchinhos ou os padres redentoristas para recuperar o tempo religioso perdido. Mas, agora, o Papa Francisco gritou alto: “Se agora você é um batizado, então é um paroquiano missionário da casa, enviado legitimamente com uma carta”.
MISSÃO E CRESCIMENTO CONTINUADO:
O Concílio Vaticano II, de todos os Bispos do mundo, afirma que, para ser católico, não basta frequentar a Igreja; dizem ainda que é preciso pertencer à sua Paróquia e ser missionário DE VERDADE, com carta na mão. Então, você não pode ficar fora desta CAMINHADA DIOCESANA. Apresente-se a um de seus coordenadores e diga que tem sido um católico acomodado, dando sempre todo cuidado a outras coisas, menos à comunidade de vizinhos, à Igreja e à Família. Mas que, agora, quer retribuir à Comunidade Paroquial, como Deus manda, uma parte de tudo o que estava devendo. ISTO SÃO MUDANÇAS NO CRESCIMENTO.
O ENVIADO LEVA JUNTO QUEM ENVIOU:
Enfim, leia de novo acima... Como Maria Madalena se juntou a JESUS e Seus discípulos, junte-se você também a tantos irmãos marianos de sua rua, abandonando a sepultura do comodismo e descendo uma cova da vida missionária. Um lembrete ainda: apresente-se às famílias com uma justa e útil apresentação de seu pároco. Pois, assim, você mesmo está assumindo a responsabilidade de um enviado do Pai, como Jesus, e de um portador responsável de uma mensagem do Pai.
FREI ÁLIDO ROSA, OFM
Paróquia São Francisco de Assis, Rodeio