Loading...
“Que tudo fique em segundo lugar, e em primeiro fique o cuidado com nossos filhos, que nós os criemos na disciplina e instrução do Senhor. Se desde o início os ensinarmos a amar a sabedoria verdadeira, eles terão maior fortuna e glória que as riquezas podem proporcionar.”
(São João Crisóstomo)
Com estas palavras de São João Crisóstomo, inicio este artigo, que trata de um tema de fundamental importância no âmbito familiar, principalmente nestes tempos onde vemos a educação dos filhos ser amplamente terceirizada e, por isso, vivenciamos uma grande decadência em nossa sociedade, no que diz respeito à vivência das virtudes, responsabilidades e busca da verdade.
São João Paulo II, em sua exortação apostólica Familiaris Consortio, nos diz: “O dever de educar mergulha as raízes na vocação primordial dos cônjuges à participação na obra criadora de Deus: gerando no amor e por amor uma nova pessoa, que traz em si a vocação ao crescimento e ao desenvolvimento, os pais assumem, por isso mesmo, o dever de a ajudar eficazmente a viver uma vida plenamente humana. Como recordou o Concilio Vaticano II: Os pais, que transmitiram a vida aos filhos, têm uma gravíssima obrigação de educar a prole e, por isso, devem ser reconhecidos como seus primeiros e principais educadores. Esta função educativa é de tanto peso que, onde não existir, dificilmente poderá ser suprida. Com efeito, é dever dos pais criar um ambiente de tal modo animado pelo amor e pela piedade para com Deus e para com os homens que favoreça a completa educação pessoal e social dos filhos. A família é, portanto, a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades tem necessidade”.
Pelo amor dos pais para com os filhos, o ato de educar torna-se pleno e perfeito, pois é exercido com docilidade, constância, bondade, serviço, desinteresse, espírito de sacrifício, buscando a santificação de todos da família. Os pais devem educar e formar os filhos para os valores essenciais da vida humana, convencidos de que o homem vale mais pelo que é do que pelo que tem.
É na vivência diária, cotidiana, que surgem as oportunidades para se educar os filhos, desde as questões mais práticas e de conhecimentos gerais até as mais profundas, com relação ao amor, respeito, exercício de cumprir suas responsabilidades, de serem colaboradores e não hóspedes dentro de suas próprias casas, de exercitar as virtudes ao se levantar mais cedo para rezar, ao controlar a ira, ao comer menos, ao servir seu irmão. Cabe aos pais os primeiros ensinamentos com a relação à educação cristã, tornando cada lar uma Igreja doméstica. E não só falamos da educação através de palavras, mas muito mais importante: pelo exemplo e testemunho.
Os pais devem atentar-se com especial dedicação à formação do imaginário de seus filhos, e isto se dá pelas músicas que ouvem, pelo que assistem, pelo que leem, e pelos hábitos de quem convivem. Um imaginário bem formado constrói uma mente saudável, pessoas de bom caráter e prontas para admirar o bom, o belo e a verdade.
Em Amoris Laetitia n° 274 vemos: “A família é a primeira escola dos valores humanos, na qual se aprende o bom uso da liberdade. Há inclinações maturadas na infância, que impregnam o íntimo de uma pessoa e permanecem toda a vida como uma inclinação favorável a um valor ou como uma rejeição espontânea de certos comportamentos”.
Grandes marcas são deixadas nas crianças em sua infância, marcas estas que permanecerão para sempre e ditarão o caráter e a personalidade delas, por isso, é de extrema importância a educação direta dos pais para os filhos, em todas as áreas da vida, pois estes ensinamentos formarão o adulto do futuro e, por consequência, a sociedade que teremos.
Faça o propósito de terceirizar o mínimo possível a educação dos seus filhos, valerá o céu para sua família.
Que a Sagrada Família nos ajude a sermos pais educadores segundo a vontade de Deus.
Deus nos abençoe!
DIÁCONO LEONARDO E PRISCILA KLETTENBERG
Paróquia Cristo Rei – Taió/SC