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Em breve iniciaremos um novo ano catequético, tempo de graça, de esperança e de renovação do nosso compromisso com o Evangelho. A cada início de ciclo, Deus nos concede a oportunidade de recomeçar — não do zero, mas com o aprendizado, a maturidade e a fé fortalecida pela caminhada que fizemos até aqui. É como se o Senhor, com ternura, nos dissesse novamente: “Eu confio em você.” E diante dessa confiança divina, nosso coração se abre para seguir adiante com humildade e entusiasmo.
Por isso, este é um momento precioso para todas as coordenações, catequistas e lideranças comunitárias: momento de respirar fundo, voltar ao essencial, recordar o primeiro amor da missão e reacender o chamado que um dia nos fez dizer “sim”.
A Catequese não é apenas uma tarefa pastoral; é um verdadeiro ministério. Um serviço que toca o mais profundo do ser humano, que alcança famílias, que molda corações e que ajuda a construir comunidades vivas e fraternas. Cada encontro preparado, cada gesto de acolhimento, cada diálogo sincero, cada oração partilhada, cada esforço silencioso — tudo isso se transforma em semente lançada no coração de crianças, jovens e adultos que Deus coloca em nosso caminho. Algumas dessas sementes germinarão diante de nós e encherão nossos olhos de alegria. Outras crescerão longe do nosso olhar, no tempo e no modo de Deus. Mas todas, absolutamente todas, farão diferença no Reino e contribuirão para que a fé floresça em novas gerações.
Ao iniciarmos este novo ano, somos convidados a renovar não apenas nossos planejamentos e reuniões, mas nossa paixão por evangelizar. É tempo de reacender a chama interior, de recordar que a Catequese nasce da experiência pessoal com Cristo e se traduz em serviço humilde, disponível e carregado de esperança. E, nesse caminho, três atitudes se tornam faróis que iluminam nossa prática e nos mantêm firmes na missão: acolher com amor, caminhar em unidade e servir com esperança.
*Acolher com amor significa compreender que a Catequese começa muito antes do encontro. Ela nasce no sorriso que acolhe, no olhar atento, na escuta paciente, na disponibilidade que abraça a realidade do outro. Quando nossas comunidades se tornam espaços onde cada catequizando, cada família e cada catequista se sentem vistos, ouvidos e amados, o Evangelho já começou a ser anunciado antes mesmo da primeira palavra.
*Caminhar em unidade é reconhecer que ninguém evangeliza sozinho. Somos corpo, somos Igreja. Somos uma grande rede de mãos estendidas, corações abertos e dons compartilhados. Coordenações, catequistas, paróquias e comunidades: todos caminhamos na mesma direção, impulsionados pelo mesmo Espírito. Quando aprendemos uns com os outros, trocamos experiências, construímos juntos e valorizamos a caminhada de cada um, a catequese se torna mais forte, mais fecunda e mais verdadeira. A comunhão é nossa maior força.
*Servir com esperança é lembrar que, mesmo diante dos desafios, das mudanças e das incertezas do tempo presente, a Catequese é uma luz que não se apaga. O catequista é semeador da esperança cristã. Muitas vezes não vemos de imediato os frutos, mas continuamos confiando, sabendo que Deus trabalha silenciosamente onde nossos olhos não alcançam. Nada, absolutamente nada, é em vão quando é feito por amor a Cristo e ao Seu Reino.
Queridas coordenações e queridos catequistas: Deus escolheu cada um de nós. Não por acaso, não por falta de opções, mas porque viu em nossos corações a capacidade de amar, ensinar, escutar, guiar e testemunhar. Nós somos sinais vivos do Evangelho! Somos as mãos que Deus usa para tocar vidas, o sorriso que transmite confiança, a voz que anuncia Jesus, a presença que sustenta e encoraja. Nossa missão é grande, é bela e é necessária para que a fé siga iluminando o mundo.
Que este novo ano seja um tempo fértil. Que a Palavra nos transforme antes de ser anunciada. Que a oração seja nossa força diária, que a Eucaristia nos alimente, que o Espírito Santo inspire nossos gestos, escolhas e caminhos. Que possamos sonhar grande, sem medo, com coragem e ousadia, sabendo que quem caminha com Deus nunca caminha sozinho.
Que Maria, Mãe e Mestra, nos acompanhe e nos ensine a dizer todos os dias: “Faça-se em mim segundo a tua Palavra”. E que Jesus, o Catequista por excelência, vá à nossa frente, iluminando cada encontro, cada processo, cada conversa e cada expressão de amor que realizarmos.
Com fé, coragem e esperança, iniciemos mais um ano catequético. O Senhor confia em nós. E nós confiamos nEle.
SILVANA LAUREANO DA SILVA DE SOUZA
Coordenadora Diocesana de Catequese